Estréia do Filme |
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No dia 12 de maios de 2011, as 18:30, na Casa Amarela Eusélio Oliveira- Universidade Federal do Ceará, Av. da Universidade, 2591- Benfica- Fortaleza- Ceará “Janaína Dutra: Uma Dama de Ferro”, o filme documentário, dirigido pelo cineasta Vagner de Almeida, que já dirigiu diversos filmes com as temáticas das homossexualidades, direitos humanos, gênero e saúde.
Com produção do GRAB - Grupo Resistência Asa Branca, sediado em Fortaleza, o filme documentário resgata a história dessa personagem real e a estréia fez parte das celebrações dos 22 anos de existência do grupo. O lançamento entrou em circuito nacional e teve o patrocínio do Ministério da Cultura, através do Prêmio Cultural LGBTT. Janaína morreu em fevereiro de 2004, aos 43 anos. Advogada, militante, ativista e travesti dedicada aos direitos de LGBTT e à luta contra a Aids, teve importante participação no movimento. Estiveram presentes na estréia os familiares com várias gerações de irmãos, sobrinhos de Janaína Dutra. A grande homenageada da noite foi a Dr. Dargenira S. Dutra, mãe de Janaína que aos 92 anos prestigiou a noite que o filme foi lançado e abriu a temporada nacional. Sra. Dargenira viajou de Canidé até Fortaleza por mais de 4 horas para ver a estreia do/da seu/sua filha, a protagonista Janaína Dutra. As irmãs de Janaína contam que a ansiedade de Dona Dargenira era tamanha, que ela não se alimentou durante todo dia e que falava durante o percurso da viagem que não via a hora de chegar em Fortaleza para ver o filme de Janaína. Por horas viajou serena e pensativa, pois era um momento muito espécial para ela ver a imagem de alguém que tanto amou e foi amada. Suas filhas confessaram que estavam preocupadas com a reação de Dargenira, uma verdadeira Dama de Ferro. Dargenira sempre demonstrando coragem, força e determinação na trajetória de sua existência neste sistema tão cheios de esquinas escuras, cruzamentos sem sinais e brechas. Ao ser homenageada com um boquê de rosas cor de rosas, nos disse que no dia seguinte iria até a sepultura de Janaína, em Canidê e depositaria aquelas rosas sobre o seu tumulo e a diria que como foi espécial para todos a sua noite.
"Te conhecerem meu filho, é um sonho e uma honra para mim! Todos nós te amamos muito!" Um tom leve de emoção invade Dargenira, mas ela permanece firme com os aplausos e com o finalizar da sessão. Com a sala de exibição lotada, com diferentes pessoas, amigos, comunidades diversas, travestis e toda a equipe do GRAB, instituição em que Janaína se fez presente até nos seus últimos dias e onde foi velada antes de seguir para a sua terra natal Canindé. O filme comove o público e também abre a história do Brasil sobre essa protagonista que tantas portas abriu para o Movimento TLGBT.
Janaína Dutra: Uma Dama de Ferro em circuito nacional abre o campo do debate e do redescobrir de uma protagonista que fez história e criou espaço para que tantas outras travestis ou pessoas convivendo com o HIV/AIDS e outras opressões pudessem hoje, se manifestarem e irem em busca de seu direitos, cidadania e dignidade.
Lembro-me de Janaína causando nas plenárias onde era convidada ou começava a discursar, debater um assunto. Como dizem os amigos "Ela Causava!"
Marco Aurélio Oliveira: "Querida JANAINA, pessoal especialíssima, um dos meus maiores feitos nestes mais de 20 anos de militância nos e por direitos humanos foi articular a vinda de Doutora Advogada JANAINA DUTRA, a VI - Parada do Orgulho LGBTs de Goiânia - Goiás para dar uma aula de cidadania no calçadão da Rua do Lazer centro comercial da cidade, foi simplesmente tudo... Eu amo de paixão esta mulher!!"
Maiores Informações sobre:
Diretoria e Membros do GRAB: Grupo de Resistência Asa Branca
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informações enviar e-mail:
vagner.de.almeida@gmail.com
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